28/12/09

Em 2010 eu quero o melhor

Eu não sei se 2010 vai ser um ano bom. Certamente terão momentos de felicidade e os entraves de sempre, ou novos - quiçá. Mas espero de coração, que venha repleto de saúde, amor e boas surpresas. E como nunca deixei de acreditar que podemos fazer melhor:

"Não deixe quem você é impedir o que você poderia ser" (Harry Palmer)

A todos nós, um ÓTIMO 2010! Que façamos sempre o Melhor.

Um grande beijo.

P.S.: Nos vemos no ano que vem!

24/12/09

INFERNO ASTRAL

Logo você estará de aniversário. Ficará mais velho - ou experiente, conforme preferem os otimistas, completará mais uma primavera, e se tudo der certo, apagará as velinhas.

Antes do grande dia, porém, passará pelo que os astrólogos chamam de inferno astral que, a começar pelo nome, tem cara de coisa medonha. Melhor caprichar na reza e acender uma vela pro santo, porque de precaução ninguém passa mal.

Ficamos mais reflexivos. Alguns fazem um balanço do que mudou no último ano, outros começam a demonstrar certo incômodo com os novos dígitos que aparecem nas velinhas – apesar de que tem os discretos que preferem uma vela só. Tem os que sequer gostam de fazer aniversário, os que desistiram de contar os anos, os que bebem pra esquecer, os que bebem pra comemorar e há ainda, quem agende botóx pra semana seguinte.

É amanhã. Você estará de aniversário amanhã. Tomara que as pessoas lembrem. Será melhor colocar um nick no MSN pra ninguém dizer que esqueceu? Tirar o aviso do Orkut de que será o seu dia, pra saber quem realmente lembrou? O que as pessoas desejam, desejam de coração ou só querem ser simpáticas não porque você é legal, mas porque elas que querem parecer legais? Acho que nem é preciso avisar, mas a medida que envelhece você fica mais sensível, medroso e meio neurótico.

Mas meu amigo, se você não nasceu na véspera de Natal, seu inferno está prestes a terminar. Vista roupa de festa e vá comemorar o que é seu por direito. Até hoje insisto: o que é mais importante, eu ou o Natal? Já sabendo a resposta quase unânime (porque êpa, meu voto também conta, tá bem?) me sinto caridosa em ceder a noite da minha festa de aniversário para a noite de Natal (como se tivesse escolha).

É 24 de dezembro, véspera de Natal. Os atrasados correm atrás de presentes - e eu tô de aniversário. Os amigos pegam a estrada e seguem pro interior, pro litoral, pra casa da tia, da avó - e eu tô de aniversário. A ceia pede uma última atenção – e eu continuo de aniversário. As pessoas andam sorridentes pelas ruas e desejam Feliz Natal - só que eu tô de aniversário. As luzes iluminam a cidade para a tão esperada noite de Natal, no relógio, meia-noite: todos brindam, se abraçam, sorriem, desejam boas coisas e ceiam - e eu estive de aniversário.

Mas tudo bem. Só aproveita o paraíso quem um dia conheceu muito bem o inferno. Astral, é claro.

Logo você estará de aniversário. Ficará mais velho - ou experiente, conforme preferem os otimistas, completará mais uma primavera, e se tudo der certo, apagará as velinhas.

Antes do grande dia, porém, passará pelo que os astrólogos chamam de inferno astral que, a começar pelo nome, tem cara de coisa medonha. Melhor caprichar na reza e acender uma vela pro santo, porque de precaução ninguém passa mal.

Ficamos mais reflexivos. Alguns fazem um balanço do que mudou no último ano, outros começam a demonstrar certo incômodo com os novos dígitos que aparecem nas velinhas – apesar de que tem os discretos que preferem uma vela só. Tem os que sequer gostam de fazer aniversário, os que desistiram de contar os anos, os que bebem pra esquecer, os que bebem pra comemorar e há ainda, quem agende botóx pra semana seguinte.

É amanhã. Você estará de aniversário amanhã. Tomara que as pessoas lembrem. Será melhor colocar um nick no MSN pra ninguém dizer que esqueceu? Tirar o aviso do Orkut de que será o seu dia, pra saber quem realmente lembrou? O que as pessoas desejam, desejam de coração ou só querem ser simpáticas não porque você é legal, mas porque elas que querem parecer legais? Acho que nem é preciso avisar, mas a medida que envelhece você fica mais sensível, medroso e meio neurótico.

Mas meu amigo, se você não nasceu na véspera de Natal, seu inferno está prestes a terminar. Vista roupa de festa e vá comemorar o que é seu por direito. Até hoje insisto: o que é mais importante, eu ou o Natal? Já sabendo a resposta quase unânime (porque êpa, meu voto também conta, tá bem?) me sinto caridosa em ceder a noite da minha festa de aniversário para a noite de Natal (como se tivesse escolha).

É 24 de dezembro, véspera de Natal. Os atrasados correm atrás de presentes - e eu tô de aniversário. Os amigos pegam a estrada e seguem pro interior, pro litoral, pra casa da tia, da avó - e eu tô de aniversário. A ceia pede uma última atenção – e eu continuo de aniversário. As pessoas andam sorridentes pelas ruas e desejam Feliz Natal - só que eu tô de aniversário. As luzes iluminam a cidade para a tão esperada noite de Natal, no relógio, meia-noite: todos brindam, se abraçam, sorriem, desejam boas coisas e ceiam - e eu estive de aniversário.

Mas tudo bem. Só aproveita o paraíso quem um dia conheceu muito bem o inferno. Astral, é claro.

12/12/09

A BOA MOÇA

Chegou em casa e pegou a mulher na cama com outro. “O que é isso?” - perguntou num sobressalto. "Meu lado altruísta" respondeu a ordinária.

29/10/09

AMOR DE PARTIDA

Nosso amor é jogo rápido. Sem bola parada ou tempo pra retomar o fôlego. No fundo, não passamos de dois inconsequentes correndo em velocidade para esbarrar com força um corpo contra o outro. E driblando as dores e a exaustão que todo amor implica, pretendemos marcar um gol de letra, corpos e língua. Antes que o juiz apite o fim da partida.

27/10/09

LICENÇA PARA VIVER (republicada a pedidos)

Não é o caso de fazer apologia ao ócio e à inércia burra. Tampouco discernir em quais momentos fazer nada é o melhor a se fazer.

Não é o caso de deixar de se importar. É pelo contrário, se importar e utilizar o tempo que for preciso para isso.

Não é o caso de não fazer investimentos. É fazê-los calculando os riscos: considerando, preferencialmente, os mais prováveis e reais. Vale otimismo (comedido). Vale optar por si.

Não é o caso de assistir a vida passar e esquecer de acontecer com ela. Mesmo debruçado na janela vendo o trem que passa, você vai passando com ele. Você é o próprio acontecimento, mesmo que não reconheça.

Não é o caso de decidir sobre perdas e ganhos. É ter certeza de que um sempre vem acompanhado do outro. É saber usar isso a seu favor.

O caso é que prefiro o otimismo pretensioso de acreditar que ainda tenho o dia de amanhã e os que se seguem, a ter que viver tudo o que me é permitido em apenas um dia. Não é essa a euforia que eu quero pra mim. A euforia vive na ansiedade e se isso for constante, prefiro matá-la de tédio.

O caso é ouvir e acreditar menos no que dizem, e ouvir mais o que se cala.
O caso é que fazer nada ou pouco é ainda assim, fazer alguma coisa.

Não me venda receitas de felicidade instantânea. Não me ensine a não perder tempo. Sempre ganha alguma coisa quem perde. Sempre perde alguma coisa quem ganha. E eu ganho a mim até mesmo ao perder.

Não caio mais nessa conversa fiada. Aliás, gosto mesmo é de perder algum tempo me ganhando. O tempo já é corrido. Adianto o relógio só se for pra curtir a sensação de ter mais tempo. Não me apresse. Não se apresse.

Sábado de manhã, chuva lá fora, frio do caramba – me deixa quietinha trocando um léro com o travesseiro e o cobertor. Festinha pegada e eu atirada no sofá assistindo a um filminho, me deixa sossegada com as legendas e figurinhas. Passeata a favor da paz e eu querendo apenas a paz da minha grama: Favor não pisar. Livro bom e eu com todo o tempo pra histórias.

Viver como se fosse a última vez tem cara de foto montada com risinho faceiro. Daqueles que logo se desfazem pela pressa de acontecer outra vez, ficando sempre pela metade.

Não quero a ânsia da última vez. Se me foi dada licença para viver, que seja ao meu modo. Escolho a tranquilidade do que se (re)inicia.

15/10/09

Make

Trazia cores frias nos olhos delineados de preto. Morreu antes mesmo do batom, com o pó ainda em suas mãos.

11/10/09

Gre-Nal fora das 4 linhas

- Colorado é bom até fora de campo – provoca o torcedor do Internacional.
- Quero só ver – retruca o do Tricolor.
- Verissimo, meu caro. Verissimo.

10/10/09

O que é, o que é?

Não era paixão, nem amor. Apenas a vontade de que virasse uma coisa ou outra. Acabou em uma terceira chamada obsessão.

07/10/09

Micro

Era um homem de retidão. Jamais se perdera nas curvas de uma mulher.